Busca interior – Superando limites e conhecendo a si mesma

Há alguns anos entrei em uma espécie de busca interior e, desde então, venho tendo encontros comigo mesma.

O que é mais assustador nisso tudo? Perceber que eu nem sequer me conhecia.

Não pense você que foi um processo consciente e nem tampouco fácil.

Não foi.

A verdade é que a vida deu o seu jeitinho de me fazer ter que trilhar o caminho de volta para a casa.

Quando me vi diante do caos, precisei ter coragem de me levantar e seguir em direção ao que por tanto tempo tentei esconder de mim mesma.

Não são poucos os casos em que as pessoas passam uma vida inteira sem nem ao menos se darem conta de que, por mais experiências que adquiriram durante o passar dos anos, ainda assim não seriam capazes de se reconhecer.

Aliás, você ficaria surpresa se eu te contasse que, talvez, boa parte das suas características não lhe pertence de fato.

Sofremos influências externas desde muito antes de nascer e isso muitas de vocês talvez até já tenham escutado por aí.

Mas é quando você vê isso acontecer na prática que realmente se dá conta de que você pode ir muito mais além do que imaginava, e do quanto a busca interior é fundamental para encontrarmos a verdadeira felicidade

Permita-se, mesmo que ainda não tenha a mínima noção do que procura, olhar-se no espelho e perguntar a si mesma quem é essa pessoa cuja imagem está refletida bem na sua frente.

Você realmente pode dizer que vive de acordo com as suas crenças e valores? Ou tem passado seus dias acreditando em uma versão de si mesma que não é real?

Não, eu não quero que você entre em uma espécie de desespero em busca de si mesma, e muito menos que adquira um comportamento vitimado diante da vida.

Mas quero instigar em você a vontade de realmente conhecer seus limites e qualidades ainda não reveladas.

Quero que você seja capaz de perceber o que a impede de ser melhor e, então, assuma a responsabilidade pelos seus passos a partir de hoje

Infelizmente, vivemos em uma sociedade repleta de pessoas que foram roubadas de si mesmas.

Pouco a pouco, fomos perdendo nossa espontaneidade diante do mundo e fomos nos moldando a costumes que, em alguns casos, nem mesmo concordamos

Você já parou para questionar seus atos?

Porque você agiu dessa ou daquela forma? Porque ficou triste com determinada situação? Porque, de repente, você se sente tão irritada? E porque algo te trouxe tanta felicidade?

Se hoje a criança que você era tivesse a capacidade de te encontrar, ela te diria que você seguiu seus sonhos?

Ou que você se perdeu do seu propósito em uma vida que não é, de fato, a sua?

Qual a origem dos seus medos? Porque tanta insegurança em dizer aquilo que seu coração sente?

Descobrir essas respostas pode ser um tanto quanto perturbador, mas, devo te dizer que é a melhor coisa que você poderia fazer a si mesma.

Temos o costume de viver para fora.

Temos conselhos para todo e qualquer tipo de problema alheio.

Mas porque não utilizamos esses mesmos conselhos para nós mesmas?

Se alguém chega até nós dizendo que está triste ou preocupada, a primeira coisa que fazemos é dizer a ela para seguir em frente, para ter fé que tudo voltará a ficar na mais perfeita ordem.

Mas porque quando o assunto é a nossa vida nos desesperamos e acreditamos que é o fim?

Porque não nos olhamos no espelho e dizemos as mesmas palavras doces e gentis?

Seja forte. Você consegue. Você pode ir muito mais longe do que isso. Você merece ser amada e respeitada. Dê o primeiro passo. Tudo ficará bem.

Acredite em si mesma.

 

Texto desenvolvido para o blog O Segredo

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