Controle ou cuidado?

O amor e seus limites

 

Cada vez mais me convenço de que o segredo para qualquer convivência é o respeito.

É fundamental que ambos conheçam e aceitem que há limites que precisam ser respeitados.

Você não pode simplesmente achar que pode invadir o espaço alheio sem permissão, sem nem ao menos pedir licença.

Eu sei. Muitas atitudes são meras manifestações de carinho. Afinal, quando você ama, quer cuidar, estar perto e proteger.

Mas nem mesmo em nome do amor você pode se achar no direito de escancarar a porta que, com muita gentileza, pede, pelo menos, um aviso prévio, antes de ser escancarada.

Percebo que muitos relacionamentos se desgastam pela falta do respeito ao espaço alheio.

É sufocante para quem não consegue encontrar nem um minuto que seja consigo mesmo. E isso não significa que ele ou ela não a ame na mesma intensidade.

Precisamos aprender a deixar livre aqueles que amamos.

Eles têm vontade própria, são adultos e conhecem bem o caminho de volta para o seu colo. Deixe que sintam vontade de voltar ou de jamais ir à lugar algum. Um pouco mais de leveza, por favor.

Mas, afinal, o que é cuidar?

De repente, percebo que confundimos um pouco a noção de cuidado, e ultrapassamos limites que nos transformam em verdadeiros controladores.

Precisamos aprender que nada e, principalmente, ninguém é controlável nessa vida.

O amor tem dessas artimanhas.

Precisamos aprimorar nossa sensibilidade e saber diferenciar e entender até que ponto podemos ir.

Controle e cuidado tem a ver com limite.

Cuidar significa fazer aquilo que o outro ainda não pode fazer, ou que, por algum motivo, precisa que você o ajude.

Significa saber respeitar a maturidade do outro.

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