Dezembro e sua capacidade de renovar esperanças

Todo ano, quando o mês de dezembro se inicia, milhares de promessas ganham vida e esperanças são renovadas

Aquelas mudanças, até então guardadas a sete chaves, são discutidas e expostas como se, por alguma razão, todos nós ganhássemos uma dose extra de ousadia.

E então, o que era apenas uma intenção, acaba virando um verdadeiro objetivo de vida.

Assim como acontece em todos os anos, eu procuro refletir sobre todos os meses que se passaram.

Sobre o que deu certo, o que deu errado, o que eu gostaria que tivesse dado muito certo, e o que eu faria totalmente diferente, se possível.

Eu arriscaria dizer que 2016 foi um ano quase enlouquecedor para muitos de nós.

Cada um, a sua maneira, teve que lutar contra as adversidades da sua vida nada comum.

Um ano em que tivemos que ser resilientes e aprender a retirar do caos alguma razão para continuar.

Hoje, depois desse ano particularmente especial, o que posso dizer é que 2016 fez com que muitos me desconhecessem, enquanto eu me descobria cada vez mais minha.

Um ano que me partiu em pedaços para que eu pudesse me sentir finalmente inteira.

Um ano que minhas verdades foram colocadas à prova para me revelar uma força que eu nem sequer podia imaginar que havia dentro de mim

Um ano em que dia após dia eu tive que aprender a viver sem alguém que até então fazia parte do meu mundo.

Que eu compreendi que a morte não é o fim, mas o começo de uma nova vida para aquele que vai e também para os que ficam.

O ano em em que eu descobri que em mim vive muito daquele que se foi, e que essa é a única herança que realmente vale a pena.

E a que eu desejo poder deixar para aqueles que comigo convivem.

A verdade é que todos somos humilhados de alguma forma pela vida, pelas pessoas ao nosso redor, pelas situações mais desesperadoras que precisamos enfrentar.

Mas somos nós que definimos o depois, o logo após.

Desistir ou vencer? Ficar ou seguir?

Se pudesse descrever o ano de 2016, eu o definiria como o ano em que eu fui capaz de finalmente descobrir a mim mesma.

O ano em que depois de estar no inferno eu fui capaz de encontrar o céu

No natal, comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. E neste ano celebro também o nascimento de uma nova mulher.

Uma mulher mais humana e muito mais fortalecida

Uma mulher que aprendeu que o melhor presente que se pode oferecer a alguém é a sua companhia, a sua mudança de comportamento, a sua palavra que conforta, o seu abraço que acolhe

Que a vida só vale a pena se vivida ao lado daqueles que amamos

Que a vida é muito curta para nos preocuparmos com aquilo que não nos acrescenta

Que aprendeu a entregar para Deus tudo aquilo que não lhe cabe, que não lhe compete, que não está sob o seu controle

Que aprendeu que todos os dias a vida nos revela milagres, basta estarmos atentos aos detalhes

 

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