Em que momento da sua vida você se traiu?

Vivemos acusando os outros por todas as vezes em que nos deixaram na mão, vivemos buscando no mundo as razões de nossa própria infelicidade, mas, de verdade, em que momento da sua vida você se abandonou?

Somos nós que permitimos que o outro nos trate dessa ou daquela forma e, assim, ensinamos a ele como aceitamos sermos tratadas.

Somos nós que escolhemos ir por essa ou por aquela direção e, consequentemente, somos nós que assumimos as consequências dessa decisão.

O que estou tentando dizer aqui é que o outro não é culpado, e muito menos você. Mas, somos sim, responsáveis por aquilo que se manifesta em nossas vidas, por mais duro que isso possa parecer.

Ao longo do seu dia, se você pudesse parar e analisar por alguns instantes, quais foram as atividades que realmente fizeram sentido com relação àquilo que você realmente é?

Preste atenção às suas palavras, o que tem saído da sua boca condiz com a mensagem que você deseja deixar para as pessoas ao seu redor? Condiz com aquilo pelo que você deseja ser lembrada?

E quanto aos lugares frequentados, você tem o hábito de fazer apenas aquilo que lhe dizem para fazer, sem nem ao menos se perguntar se realmente faz sentido para você (ou sem se dar o direito de)?

Se fizéssemos uma retrospectiva da sua vida, ou do seu dia, em quais momentos você se perdeu da sua presença?

Em que momento você se deixou de lado?

As contradições são fontes dos nossos sofrimentos e, quando deixamos de viver de acordo com a nossa essência, de acordo com aquilo que realmente faz nosso coração se encher de luz, sofremos.

Assumimos compromissos aos montes, com a família, com os amigos, com os filhos, com nossos animais de estimação, com o nosso trabalho, mas, de verdade, você tem honrado o compromisso que você tem (ou deveria ter) com você mesma?

O compromisso de honrar a sua essência perfeita tem sido respeitado como deveria?

Ou você tem vivido de acordo com as regras que lhe contaram que eram verdades absolutas, mas que, na realidade, não são?

Pare por alguns minutos no seu dia, e ouse perguntar a si mesma quando ou quem tem te afastado daquilo que você realmente é.

Quais são as partes da sua personalidade que, de alguma forma, você sente que não lhe pertencem?

Você já se viu diante de uma decisão que se sentiu dividida entre o que esperam de você e o que realmente gostaria de ser ou fazer?

Será que você vive para agradar o outro, para satisfazer suas expectativas incessantes, por puro medo de ser rejeitada, ou tem o cuidado de se amar o bastante para não precisar que o outro te aceite?

Você tem se amado o suficiente para se oferecer aquilo que tanto tem procurado obter nos outros?

O carinho, o respeito, a dedicação, precisam vir de dentro de nós.

Você tem se ouvido com a atenção necessária?

Você tem cultivado um tempo da sua vida para realmente dedicar ao seu bem-estar?

É impossível amar o outro, de forma saudável para ambos, sem, antes, termos aprendido a nos amar.

Quando nos amamos deixamos de ser carentes de afeto para transbordarmos alegria também para aqueles que estão a nossa volta.

Hoje, eu apenas te desejo amor.

Por si mesma!

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