O que você aprende quando você vai morar sozinha

Muitos são os que alegam que para ter independência é preciso primeiro morar sozinha.

Afinal, quando você mora sozinha, você não precisa mais dar satisfação quanto ao horário que vai dormir, acordar e arrumar seu quarto.

Não há ninguém por perto controlando se você está, de fato, comendo de maneira saudável e nas horas certas.

Ou observando se, de repente, você teve aquela crise de choro como se o mundo fosse acabar dali a 20 minutos.

E, nesse aspecto, eu te diria que sim, você precisa morar sozinha para encontrar esse tipo de liberdade.

Mas, morar sozinha te traz algo muito mais complexo e importante do que isso. Ou, pelo menos, deveria ser assim.

Morar sozinha te liberta de uma versão de você que, de fato, não é real.

E é justamente esse o motivo que leva tantas pessoas a terem verdadeiro pavor de se ver longe de tudo aquilo que já era certo.

Quando você se desprende daquilo que até então era sua base tudo passa a assumir um significado diferente.

E eu desejo, sinceramente, que esse seja o seu verdadeiro objetivo de vida: pertencer a você mesma.

Descobrir-se.

Por que, afinal, se você não estiver disposta a encarar seus medos de frente, se não ousar sair da linha de conforto que se encontrava até o presente momento, devo te dizer, você jamais será realmente livre.

Você passará uma vida inteira sendo prisioneira de si mesma. Prisioneira dentro de uma versão que não condiz com a sua essência.

Quando você mora sozinha e busca o autoconhecimento, você começa a descobrir os medos que não são seus.

As crenças que na verdade não fazem sentido algum para você.

Você passa a refletir as razões de seus atos e, no final, você descobre que talvez tenha se deixado de lado para viver conforme padrões cujo os quais você nem mesmo concorda.

Você passa a desenvolver hábitos diferentes, e logo pensa que mudou, mas, na verdade, você apenas se encontrou.

Liberdade, de fato, é poder se olhar no espelho e enxergar que ali refletida está a imagem de alguém que realmente se reconhece e se aceita.

Qual o tipo de liberdade que você procura?

Até que ponto você está disposta a se assumir?

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